domingo, 26 de fevereiro de 2017

Autoavaliação:

A experiência com o blogger foi bastante significativa, uma experiência nova. Se pensarmos em como as tecnologias estão presentes em nosso cotidiano o blogger é uma excelente ferramenta para o desenvolvimento de atividades com os estudantes, com a possibilidade de interação e compartilhamento de conhecimentos.
Sobre avaliação as pesquisas necessárias para a elaboração do blogger contribuíram bastante para o que eu já sabia sobre a temática. A avaliação formativa estudada mais detalhadamente é uma proposta de avaliação interessante para todos os níveis de ensino tanto na Educação Básica como no Ensino Superior.
Percebemos que a avaliação ainda é vista em sua grande maioria como classificatória e o erro, algo negativo, o fim do “processo” de um determinado conteúdo. O que procuramos enaltecer neste blogger foi como o erro na avaliação formativa, na Educação Básica e no Ensino Superior, tem o potencial de ser um momento de reflexão sobre as aprendizagens e não aprendizagens tanto para o estudante como para o professor.
A partir dos textos lidos e das pesquisas realizadas a respeito da temática podemos dizer que principalmente no Ensino Superior a ideia de avaliação classificatória ainda é muito forte, o professor como único detentor do conhecimento, o erro é visto como um fracasso acadêmico.

Para a mudança de perspectiva devemos repensar todo o processo de ensino aprendizagem, onde a avaliação não seja o fim, mais esteja presente em todo o processo, de forma continua e significativa, para um aprendizagem mais significativa. 

Mapa Conceitual



5 Conceitos Principais para o Problema de Estudo:

Avaliação da Aprendizagem: De acordo com o Dicionário Aurélio, Ferreira (2011, p. 114), avaliar significa “determinar o valor ou a valia de; apreçar; orçar; fazer ideia de; ajuizar. Conforme Sant’Anna (1998, p. 29),
                               “Um processo pelo qual se procura identificar, aferir, investigar e analisar as modificações do comportamento e rendimento do aluno, do educador, do sistema, confirmando se a construção do conhecimento se processou, seja este teórico (mental) ou prático.”

Avaliação Formativa: É um processo contínuo e dinâmico que leva em consideração todos os envolvidos no processo de ensino aprendizagem, com o objetivo de uma aprendizagem significativa. De acordo com Perrenoud (1999,) uma avaliação formativa deve identificar e explicar os erros e sugerir interpretações quanto as atitudes e estratégias dos estudantes.”

Avaliação Classificatória: Tem como característica avaliação centrada na classificação do aluno, é quantitativa e não se preocupa com o processo, somente com o produto final. Verifica somente os acertos e erros no final de um conteúdo ou assunto. Luckesi (1995), destaca que está avaliação está centrada na aprovação/reprovação do estudante, com o objetivo principal de classificar.

Erro: Tem sua ideia relacionada ao contexto de que existe um padrão certo, correto. Na avaliação da aprendizagem, com frequência, está relacionado ao ridículo, algo ruim, ou ao fracasso escolar, um fim em si mesmo. Na avaliação formativa é um momento para reflexão tanto do estudante como do professor.

Processo de Ensino Aprendizagem: Os dois termos “ensino” e aprendizagem” não podem se separar, eles apresentam intima relação e um depende do outro para existir. É um nome para um complexo sistema de interações entre o professor e o aluno.

Referencias:
DUARTE, C, E, L. Avaliação da aprendizagem escolar: Como os professores estão praticando a avaliação na escola. Holos, a. 31, vol. 8, p. 53- 67, 2015.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo:
Cortez, 1995.
MENDES, O, M. Avaliação Formativa no Ensino Superior: reflexões e alternativas possíveis. In: VEIGA, I, P, A; NAVES, M. L. P (Orgs.) Currículo e avaliação na educação superior. São Paulo: Junqueira & Marin, 2005. p.175-197.

PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Porto Alegre: Artmed, 1999.

SANT’ANNA, I. M. Por que avaliar?: Como avaliar?: Critérios e instrumentos.3ª Edição, Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.

SILVA, E. M. D. A virtude do erro: uma visão construtiva da avaliação. Estudos em Avaliação Educacional, v. 19, n. 39, jan./abr. 2008

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Sintese do texto: A virtude do erro: uma visão construtiva de avaliação – Eleonora Maria Diniz da Silva



            O presente artigo tem como objetivos: Caracterizar a evolução das diferentes perspectivas da prática pedagógica e da avaliação no contexto educacional; definir o erro construtivo sob a perspectiva psicopedagogia, tendo por base os aportes teóricos da Psicologia Cognitiva, da
Psicanálise e da Psicologia Social; identificar a abordagem metodológica para o desenvolvimento de uma avaliação construtiva, no âmbito do aproveitamento do aluno e da avaliação de disciplina; situar a avaliação como processo de reflexão crítica e coletiva sobre a avaliação que se faz dos erros que surgem no processo de construção do conhecimento. Para isso foi realizada uma pesquisa bibliográfica.
            Tradicionalmente a prática pedagógica acentua a transmissão de conhecimentos historicamente acumulados. No que diz respeito a avaliação, as primeiras concepções sobre avaliação da aprendizagem aparecem relacionadas a ideia de medir. Referente ao erro, ele está vinculado a ideia que tem origem no contexto da existência de um padrão considerado correto. No contexto escolar, frequentemente, o erro aparece associado ao ridículo, a deficiência, ao fracasso escolar.
            No ponto de vista da psicopedagogia prescreve uma postura construtiva do processo de ensino aprendizagem, destacando a importância de se construir uma prática educativa na qual valorize a possibilidade do estudante vir a aprender e se incorporar a não-aprendizagem como parte do processo.  Na perspectiva construtivista, o erro faz parte do processo de ensino aprendizagem com função potencialmente construtivista quando se constitui em indicador de progressos na atividade cognitiva, sinalizando aspectos estruturais e processuais na formação de conhecimentos daquele que aprende.
            A virtude do erro na visão da psicopedagogia está na possibilidade de se constituir como uma fonte de crescimento, tanto para aluno como para professores, uma vez que permite o reconhecimento de sua origem e dos procedimentos e mecanismos que o produziram. De forma conscientemente elaborado, o erro torna-se possível a oportunidade de revisão e avanço, permite fazer uma síntese mental, integrando o fazer ao sentir, gerando o prazer o criar na aprendizagem.
            O desvendar do erro pode vir então a transformar o significado que se da a avaliação,  tornando-se uma ferramenta útil e valiosa para o processo de ensino aprendizagem e para o formação desejada no ensino superior.  

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Síntese do texto: Avaliação formativa no ensino superior: Reflexões a alternativas possíveis – Olenir Maria Mendes

              Está pesquisa tem como objetivo discutir alguns princípios norteadores de práticas avaliativas processuais e formativas que visam acompanhar o desenvolvimento do aluno a partir de reflexões sobre avaliação praticadas no ensino superior. Quando refletimos de que maneira se da avaliação no ensino superior de uma maneira geral: apresentamos um conteúdo, aplicamos exercícios, tiramos as dúvidas dos estudantes no momento de correção do exercício e depois avaliamos os estudantes, realizamos a correção contando os acertos obtidos e depois reiniciamos o processo. Dificilmente durante todo esse processo tanto os professores como os alunos se detêm aos erros, embora seja eles que permitem detectar as não aprendizagens, e também para pensar formas para que as dificuldades sejam superadas.
            O ato de avaliar não se encerra na atribuição de uma nota ou valor, nesse entendimento ela é apenas uma verificação. Avaliar é um processo que exige coleta, analise e síntese de dados que configuram o objeto de avaliação e também a atribuição de valor ou qualidade. Tanto na educação básica como no ensino superior somente verificamos a aprendizagem dos estudantes não dedicamos atenção para os erros, esse ensino se baseia em padrões de aprendizagem desejáveis e se prende a avaliação somativa.
            Já a avaliação formativa o trabalho do professor não pode se reduzir a verificação do produto final, ela deve acontecer em todo o processo de ensino aprendizagem e não somente em dias pré estabelecidos. Entende-se avaliação formativa como todo prática de avaliação contínua que pretende contribuir para melhorar as aprendizagens em curso.
            Alguns princípios que podem nortear a pratica enquanto avaliação formativa ou de forma processual: 1° é preciso abrir mão do uso autoritário de avaliação; 2° é preciso alterar a metodologia de trabalho em sala de aula; 3° redimensionar o uso da avaliação; 4° redimensionar o conteúdo da avaliação; 5° O professor alterar a postura diante dos resultados da avaliação; 6° criar um nova mentalidade junto aos alunos, aos professores e a comunidade acadêmica.   

            Novas práticas avaliativas se fazem necessárias, mudar as antigas praticas não significa deixar de avaliar, e sim avaliar e muito mais. Não podemos avaliar somente o aluno, mais sim todo o processo e também nosso trabalho como professores. Está transformação na avaliação só será possível a partir de ações concretas.

MENDES, O, M. Avaliação Formativa no Ensino Superior: reflexões e alternativas possíveis. In: VEIGA, I, P, A; NAVES, M. L. P (Orgs.) Currículo e avaliação na educação superior. São Paulo: Junqueira & Marin, 2005. p.175-197.

Possíveis soluções para o problema

A avaliação tanto na Educação Básica como no Ensino Superior ainda é entendida e realizada como uma forma de verificação da aprendizagem, para atribuição de um valor, de forma quantitativa. O erro é entendido como algo ruim, e raramente é discutido e visto como um meio para se repensar, reelaborar.
Quando almejamos a avaliação na perspectiva formativa, ela deixa de ter caráter classificatório, Duarte (2015, p. 54), destaca que:
“A avaliação vista como um diagnóstico contínuo e dinâmico torna-se um instrumento fundamental para repensar e reformular os métodos, os procedimentos e as estratégias de ensino para que, de fato, o aluno aprenda. Além disso, ela deve ser essencialmente formativa, na medida em que cabe à avaliação subsidiar o trabalho pedagógico, redirecionando o processo ensino aprendizagem para sanar dificuldades, aperfeiçoando-o constantemente.”
            Sendo assim a avaliação tem como função, acompanhar as ações de professores e alunos, para que as aprendizagens sejam significativas. Para uma mudança significativa na forma com que o erro é entendido na avaliação, precisamos repensar todo o processo de ensino aprendizagem, para que ele deixe de ser focado nos acertos e erros e passe a ser entendido como um processo continuo, como uma avaliação formativa.
            Moraes (2014, p. 277) afirma que:
“Um aspecto importante em uma prova formativa são as anotações que o professor realiza na prova com o intuito de ajudar o aluno a tomar consciência dos seus erros e perceber as fragilidades da sua aprendizagem. Isso também pode ser entendido como feedback”.
           
O erro nesta perspectiva tem um significado totalmente contrário ao citado anteriormente, ele passa a ser entendido como objeto de estudo, que precisa ser analisado, de forma a apontar as dificuldades do estudante. Tanto o professor como o estudante devem ter em mente a função formativa do erro.

Está forma de entender o erro pode transformar a forma tradicional com que entendemos a avaliação, deixando de ser um fim em si mesmo e passando a fazer parte do processo de aprendizagem.
Referencias:
DUARTE, C, E, L. Avaliação da aprendizagem escolar: Como os professores estão praticando a avaliação na escola. Holos, a. 31, vol. 8, p. 53- 67, 2015.


MENDES, O, M. Avaliação Formativa no Ensino Superior: reflexões e alternativas possíveis. In: VEIGA, I, P, A; NAVES, M. L. P (Orgs.) Currículo e avaliação na educação superior. São Paulo: Junqueira & Marin, 2005. p.175-197.
MORAES, D. A. F. A prova formativa no ensino superior: possibilidade de regulação e autorregulação. Estudo em Avaliação Educacional, São Paulo, v. 25, n. 58, p. 272-294, maio/ago. 2014 
SILVA, E. M. D. A virtude do erro: uma visão construtiva da avaliação. Estudos em Avaliação Educacional, v. 19, n. 39, jan./abr. 2008

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Reflexões sobre a musica "Estudo Errado"


Está música nos faz refletir sobre qual é o sujeito que a escola tem formado, não basta apenas mudar a forma com que avaliarmos nossos estudantes, mais todo o processo de ensino aprendizagem, neste trecho da música:

Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Decoreba: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e consequências só decoro os fatos”

Fica evidente que a avaliação, como todo o processo de ensino aprendizagem é voltado para uma formação que não formará um sujeito crítico e sim um reprodutor do que já está posto socialmente. Duarte (2015), diz que ainda hoje a pratica escolar dominante está focada em um modelo de educação que se apresenta como um mecanismo de conservação da sociedade. Silva (2008, p. 93):

                                 “Uma análise da avaliação educacional envolve a avaliação da própria instituição de ensino que deixa transparecer em sua prática pedagógica a concepção de aprendizagem e de homem que adota, assim como a ideologia que abraça; enfim, a visão de mundo que tem e representa e que intenta transmitir na formação de seus alunos.”
                                       

            Muito se tem questionado a forma tradicional de educação, com o foco na avaliação classificatória, a avaliação numa visão formativa, pressupõe a mudança na escola, na forma com que se desenvolve o processo de ensino aprendizagem. A avaliação nesta perspectiva constitui-se num instrumento importante na construção de conhecimento para o professor e para o estudante.