Está
pesquisa tem como objetivo discutir alguns princípios norteadores de práticas
avaliativas processuais e formativas que visam acompanhar o desenvolvimento do
aluno a partir de reflexões sobre avaliação praticadas no ensino superior. Quando
refletimos de que maneira se da avaliação no ensino superior de uma maneira
geral: apresentamos um conteúdo, aplicamos exercícios, tiramos as dúvidas dos
estudantes no momento de correção do exercício e depois avaliamos os
estudantes, realizamos a correção contando os acertos obtidos e depois
reiniciamos o processo. Dificilmente durante todo esse processo tanto os
professores como os alunos se detêm aos erros, embora seja eles que permitem
detectar as não aprendizagens, e também para pensar formas para que as
dificuldades sejam superadas.
O ato de avaliar não se encerra na atribuição
de uma nota ou valor, nesse entendimento ela é apenas uma verificação. Avaliar
é um processo que exige coleta, analise e síntese de dados que configuram o
objeto de avaliação e também a atribuição de valor ou qualidade. Tanto na
educação básica como no ensino superior somente verificamos a aprendizagem dos
estudantes não dedicamos atenção para os erros, esse ensino se baseia em padrões
de aprendizagem desejáveis e se prende a avaliação somativa.
Já a avaliação formativa o trabalho
do professor não pode se reduzir a verificação do produto final, ela deve
acontecer em todo o processo de ensino aprendizagem e não somente em dias pré
estabelecidos. Entende-se avaliação formativa como todo prática de avaliação
contínua que pretende contribuir para melhorar as aprendizagens em curso.
Alguns princípios que podem nortear
a pratica enquanto avaliação formativa ou de forma processual: 1° é preciso
abrir mão do uso autoritário de avaliação; 2° é preciso alterar a metodologia
de trabalho em sala de aula; 3° redimensionar o uso da avaliação; 4°
redimensionar o conteúdo da avaliação; 5° O professor alterar a postura diante
dos resultados da avaliação; 6° criar um nova mentalidade junto aos alunos, aos
professores e a comunidade acadêmica.
Novas práticas avaliativas se fazem necessárias,
mudar as antigas praticas não significa deixar de avaliar, e sim avaliar e
muito mais. Não podemos avaliar somente o aluno, mais sim todo o processo e
também nosso trabalho como professores. Está transformação na avaliação só será
possível a partir de ações concretas.
MENDES, O, M. Avaliação Formativa no Ensino Superior: reflexões e alternativas possíveis. In: VEIGA, I, P, A; NAVES, M. L. P (Orgs.) Currículo e avaliação na educação superior. São Paulo: Junqueira & Marin, 2005. p.175-197.
Perfeito Caroline, somente com ações concretas, com tentativas, com novas experiência. Muito acham que uma avaliação formativa facilita a vida do aluno, no entanto isso é ilusório, pois o que ocorre é uma intensa busca pelo conhecimento e avanços na aprendizagem.
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