quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Síntese do texto: Avaliação formativa no ensino superior: Reflexões a alternativas possíveis – Olenir Maria Mendes

              Está pesquisa tem como objetivo discutir alguns princípios norteadores de práticas avaliativas processuais e formativas que visam acompanhar o desenvolvimento do aluno a partir de reflexões sobre avaliação praticadas no ensino superior. Quando refletimos de que maneira se da avaliação no ensino superior de uma maneira geral: apresentamos um conteúdo, aplicamos exercícios, tiramos as dúvidas dos estudantes no momento de correção do exercício e depois avaliamos os estudantes, realizamos a correção contando os acertos obtidos e depois reiniciamos o processo. Dificilmente durante todo esse processo tanto os professores como os alunos se detêm aos erros, embora seja eles que permitem detectar as não aprendizagens, e também para pensar formas para que as dificuldades sejam superadas.
            O ato de avaliar não se encerra na atribuição de uma nota ou valor, nesse entendimento ela é apenas uma verificação. Avaliar é um processo que exige coleta, analise e síntese de dados que configuram o objeto de avaliação e também a atribuição de valor ou qualidade. Tanto na educação básica como no ensino superior somente verificamos a aprendizagem dos estudantes não dedicamos atenção para os erros, esse ensino se baseia em padrões de aprendizagem desejáveis e se prende a avaliação somativa.
            Já a avaliação formativa o trabalho do professor não pode se reduzir a verificação do produto final, ela deve acontecer em todo o processo de ensino aprendizagem e não somente em dias pré estabelecidos. Entende-se avaliação formativa como todo prática de avaliação contínua que pretende contribuir para melhorar as aprendizagens em curso.
            Alguns princípios que podem nortear a pratica enquanto avaliação formativa ou de forma processual: 1° é preciso abrir mão do uso autoritário de avaliação; 2° é preciso alterar a metodologia de trabalho em sala de aula; 3° redimensionar o uso da avaliação; 4° redimensionar o conteúdo da avaliação; 5° O professor alterar a postura diante dos resultados da avaliação; 6° criar um nova mentalidade junto aos alunos, aos professores e a comunidade acadêmica.   

            Novas práticas avaliativas se fazem necessárias, mudar as antigas praticas não significa deixar de avaliar, e sim avaliar e muito mais. Não podemos avaliar somente o aluno, mais sim todo o processo e também nosso trabalho como professores. Está transformação na avaliação só será possível a partir de ações concretas.

MENDES, O, M. Avaliação Formativa no Ensino Superior: reflexões e alternativas possíveis. In: VEIGA, I, P, A; NAVES, M. L. P (Orgs.) Currículo e avaliação na educação superior. São Paulo: Junqueira & Marin, 2005. p.175-197.

Um comentário:

  1. Perfeito Caroline, somente com ações concretas, com tentativas, com novas experiência. Muito acham que uma avaliação formativa facilita a vida do aluno, no entanto isso é ilusório, pois o que ocorre é uma intensa busca pelo conhecimento e avanços na aprendizagem.

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