quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Possíveis soluções para o problema

A avaliação tanto na Educação Básica como no Ensino Superior ainda é entendida e realizada como uma forma de verificação da aprendizagem, para atribuição de um valor, de forma quantitativa. O erro é entendido como algo ruim, e raramente é discutido e visto como um meio para se repensar, reelaborar.
Quando almejamos a avaliação na perspectiva formativa, ela deixa de ter caráter classificatório, Duarte (2015, p. 54), destaca que:
“A avaliação vista como um diagnóstico contínuo e dinâmico torna-se um instrumento fundamental para repensar e reformular os métodos, os procedimentos e as estratégias de ensino para que, de fato, o aluno aprenda. Além disso, ela deve ser essencialmente formativa, na medida em que cabe à avaliação subsidiar o trabalho pedagógico, redirecionando o processo ensino aprendizagem para sanar dificuldades, aperfeiçoando-o constantemente.”
            Sendo assim a avaliação tem como função, acompanhar as ações de professores e alunos, para que as aprendizagens sejam significativas. Para uma mudança significativa na forma com que o erro é entendido na avaliação, precisamos repensar todo o processo de ensino aprendizagem, para que ele deixe de ser focado nos acertos e erros e passe a ser entendido como um processo continuo, como uma avaliação formativa.
            Moraes (2014, p. 277) afirma que:
“Um aspecto importante em uma prova formativa são as anotações que o professor realiza na prova com o intuito de ajudar o aluno a tomar consciência dos seus erros e perceber as fragilidades da sua aprendizagem. Isso também pode ser entendido como feedback”.
           
O erro nesta perspectiva tem um significado totalmente contrário ao citado anteriormente, ele passa a ser entendido como objeto de estudo, que precisa ser analisado, de forma a apontar as dificuldades do estudante. Tanto o professor como o estudante devem ter em mente a função formativa do erro.

Está forma de entender o erro pode transformar a forma tradicional com que entendemos a avaliação, deixando de ser um fim em si mesmo e passando a fazer parte do processo de aprendizagem.
Referencias:
DUARTE, C, E, L. Avaliação da aprendizagem escolar: Como os professores estão praticando a avaliação na escola. Holos, a. 31, vol. 8, p. 53- 67, 2015.


MENDES, O, M. Avaliação Formativa no Ensino Superior: reflexões e alternativas possíveis. In: VEIGA, I, P, A; NAVES, M. L. P (Orgs.) Currículo e avaliação na educação superior. São Paulo: Junqueira & Marin, 2005. p.175-197.
MORAES, D. A. F. A prova formativa no ensino superior: possibilidade de regulação e autorregulação. Estudo em Avaliação Educacional, São Paulo, v. 25, n. 58, p. 272-294, maio/ago. 2014 
SILVA, E. M. D. A virtude do erro: uma visão construtiva da avaliação. Estudos em Avaliação Educacional, v. 19, n. 39, jan./abr. 2008

Um comentário:

  1. Muito bom Caroline, é essa concepção do erro que precisamos cultivar, o erro como caminho para a superação, para o avanço e não como sinônimo de incompetência e incapacidade.

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